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Colóquio de Enfermagem Militar

Colóquio 19NOV

 

No próximo dia 19 de Novembro de 2016, a APEM realizará no Real Palácio Hotel em Lisboa, pelas 20 horas, o  Jantar Comemorativo da Conclusão dos 1ºs Cursos de Transição a Oficial para Enfermeiros das Forças Armadas Portuguesas.


O jantar será precedido do  Colóquio  "ENFERMAGEM MILITAR: CONSIDERAÇÕES DO PRESENTE E DO FUTURO", a partir das 14h30m, no auditório do Real Palácio Hotel.

A entrada no Colóquio é gratuita.

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Colóquio 19NOV 1

 

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O Significado de ser 100% Enfermeiro e 100% Militar

 

100 Militar EnfermeiroFace à recente notícia de terem sido constituídos arguidos dois enfermeiros militares no processo de investigação ao 127º Curso de Comandos do Exército, queremos expressar a nossa solidariedade aos enfermeiros envolvidos, a confiança no nosso sistema judicial e acima de tudo a convicção de que será feita justiça.
Não podendo nem devendo pronunciar-nos sobre os factos de que não temos conhecimento, assumimos que a análise da atuação da enfermagem militar tem sido objeto desta associação desde a sua criação em 1996.


É essencial assinalar que a enfermagem militar se diferencia da enfermagem civil pelo contexto em que a atuação do enfermeiro é exercida e pelo seu estatuto militar. O enfermeiro militar, para além de sujeito a todas as determinações inerentes à sua função de enfermeiro, encontra-se também sujeito à sua dupla condição de militar. A conjugação destas duas realidades pode originar questões de ordem ética no desempenho profissional.


Esta exigência produz a necessidade de competências e qualificações, com formação, treino e adestramento contínuo de aptidões e capacidades transversais às três áreas de prestação de cuidados de enfermagem militar: operacional, ocupacional e hospitalar.
Produziu esta associação, em 2014, um contributo para o grupo de trabalho nomeado pelo anterior Bastonário da Ordem dos Enfermeiros com o objetivo de definição das competências do enfermeiro militar, com vista à regulação da enfermagem militar onde defendíamos que:


a) a existência de um sistema de saúde militar envolve o planeamento dos respetivos meios, tanto materiais como humanos, por forma a permitir o pleno desenvolvimento das suas atribuições segundo uma doutrina consensual e generalizada das componentes operacional, hospitalar e ocupacional;


b) a Enfermagem integra este sistema, em todas as suas componentes, revelando um carácter técnico-profissional pleno de sentido perante a especificidade que o contexto em que exerce exige;


c) devido à sua condição de militar, os enfermeiros militares devem estar habilitados a prestar cuidados em qualquer tipo de área no contexto militar, podendo desempenhar funções, nomeadamente num hospital, numa unidade militar, a bordo de um navio, submarino, aeronave ou num qualquer país a milhares de quilómetros do território nacional.


Colocada agora a questão na componente operacional: as circunstâncias envolventes, o tipo de lesões, a gravidade das mesmas e os recursos disponíveis são bastante diferentes do cenário típico civil, o que exige aos profissionais de Saúde Militar a capacidade de reação e atuação imediata no sentido de preservar a vida das vítimas em ambiente tático/militar, fundando a necessidade de uma doutrina que oriente a formação de acordo com conceitos de Saúde Militar de forma consensual e generalizada.


A formação especializada em Saúde Militar fundamenta os procedimentos dos profissionais mas, sem dúvida, a pedra basilar é dotar TODOS os operacionais dos recursos e competências para a primeira assistência no terreno, seja a si próprio ou aos seus camaradas, já que a grande probabilidade é que o elemento mais próximo de eventuais vitimas, seja um combatente e não um enfermeiro ou médico. Esta é a doutrina preconizada pela NATO nas suas diversas STANAGS de saúde.


A atuação operacional deverá traduzir este conceito, trazendo a vítima do ponto de lesão para os cuidados mais diferenciados, de forma sequencial. Isto implica formação TÁTICO-MILITAR necessária para o desempenho no terreno. O enfermeiro militar acumula a formação militar e profissional para que não seja um perigo para ele próprio ou para a força na qual está inserido, acrescentando ao juramento como militar de defender a Pátria mesmo com o sacrifício da própria vida, o compromisso e a responsabilidade de salvar a vida de outros, como enfermeiro.


Jorge Ribeiro Pires  
Presidente da Direção

Ao Trabalho - novos corpos sociais

Eleitos

Após a eleição dos novos corpos sociais, realizada no passado dia um de Outubro, a disposição de todos aqueles que aceitaram desempenhar funções, em diferentes cargos, na nova etapa de vida da nossa associação pode ser resumida no lema “ao trabalho”.

Agora recém-eleito presidente da direção da APEM, é um orgulho e uma honra terem confiado em mim, mas também continua a ser um hábito, desde a fundação manter-me disponível e poder contribuir para a continuidade e desenvolvimento da APEM como um espaço próprio de discussão e reflexão técnico-cientifica da enfermagem militar.

É verdade que agora é mais fácil fazê-lo, tendo em conta a quantidade de pessoas que me acompanham nos novos corpos sociais e a sua vontade e interesse em continuar e reforçar a atividade da associação. Destas quero destacar a generosidade do anterior presidente por dois mandatos, enfermeiro José Bizarro, que aceitou integrar de novo a direção como vice presidente, depois do seu empenho e determinação numa fase de mudança histórica para a enfermagem militar, e para a enfermagem em geral como profissão.

Foi possível, durante o meu mandato de Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Enfermeiros, uma colaboração, entendimento e capacidade de unir esforços entre a APEM e a OE, visíveis nos resultados alcançados, nomeadamente no êxito do I Encontro Internacional Enfermagem Militar, nos contributos para a regulação da profissão, e mais decisivamente a alteração do EMFAR (Decreto-Lei n.º 90/2015, de 29 de Maio), com o fim de mais de duas décadas e meia de injustiça e discriminação ao consagrar o acesso à carreira militar, exclusivamente como oficiais, aos licenciados em Enfermagem.
Estando em curso a transição dos atuais enfermeiros militares, esperamos, nesta fase, a busca de unidade e de reforçada coesão no complexo sistema de saúde militar, desejando nós que possamos ser uma plataforma credível de encontro e partilha técnico cientifica desta área de exercício profissional, perspetivando-se a responsabilidade de continuar a dignificar a profissão em meio militar em toda a sua plenitude de funções e competências no sistema de saúde das Forças Armadas.

Temos de ir mais longe no capitulo da produção e divulgação de conhecimento especifico do enfermeiro como militar, e da sua continuada valorização, entendendo por enfermagem militar: “a acção dos enfermeiros no contexto duma instituição, com uma história e especificidade próprias, mas que não se separa da enfermagem em geral, antes a enriquece através dos contributos duma sensibilidade, acção e experiências especificas desse exercicio”, tal como consta no seu manifesto de constituição da APEM em 1996.
O Plano de Atividades que apresentamos, agora aprovado, é para esse efeito, ao mesmo tempo limitado e exigente. Limitado porque gostaríamos de fazer muito mais, e exigente porque todos os nossos meios e capacidades não serão muitos para o cumprir.

Esperamos, todavia, no final dos dois anos de mandato ter contribuído para a dignificação da Enfermagem e para a valorização e credibilidade da enfermagem militar em especial.
Agrada-me iniciar este caminho com todos vós a partir de hoje.
Ao Trabalho…

Jorge Ribeiro Pires
Presidente Direção

100% Enfermeiro 100% Militar

O documento que agora divulgamos destina-se a providenciar contributos para a definição da Enfermagem Militar, bem como ajudar a definir as competências acrescidas do enfermeiro militar, necessárias para o cumprimento da sua função em condições ideais.
Este trabalho foi desenvolvido em 2014, por elementos pertencentes à Associação Portuguesa de Enfermagem Militar, tendo em vista a regulação da profissão nesta área específica.

Independentemente do nosso modelo de organização de saúde, a Saúde Militar existe, e tem uma história e especificidade própria às necessidades das missões e contextos de atuação militar. Definido o conceito estratégico de Defesa Nacional e o sistema de forças dele decorrente, o sistema de saúde militar responde à operacionalidade das missões atribuídas às Forças Armadas (FA's).

Este sistema, de enorme abrangência e diversidade, assegura além da vigilância e aptidão de saúde nas unidades funcionais das FA's, o apoio sanitário em cenários de guerra, missões internacionais e humanitárias, bem como o acompanhamento dos militares no ativo, na reserva e reforma e ainda os familiares beneficiários do subsistema Assistência na Doença aos Militares (ADM). Acresce a esta caracterização a articulação com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a participação no Sistema Integrado de Emergência e Proteção Civil.

A existência de um sistema de saúde militar envolve o planeamento dos respetivos meios, tanto materiais como humanos, por forma a permitir o pleno desenvolvimento das suas atribuições segundo uma doutrina consensual e generalizada das componentes operacional, hospitalar e ocupacional.

A Enfermagem integra este sistema, em todas as suas componentes, revelando um carácter técnico-profissional pleno de sentido perante a especificidade que o contexto em que exerce exige. Devido à sua condição de militar, os enfermeiros militares, devem estar habilitados a prestar cuidados em qualquer tipo de área no contexto militar, podendo desempenhar funções, nomeadamente num hospital, numa unidade militar, a bordo de um navio, submarino, aeronave ou num qualquer país a milhares de quilómetros do território nacional.

A definição de competências específicas do enfermeiro militar não é uma tarefa fácil. Ao contrário de outras situações em que se definem competências específicas para um determinado contexto ou âmbito de ação, por exemplo, numa determinada área específica de enfermagem (associada a uma área clínica) ou ciclo de vida do utente, na enfermagem militar tal é impossível de delimitar. Em enfermagem militar enquadram-se os cuidados de enfermagem prestados por militares devidamente credenciados, ao serviço das Forças Armadas Portuguesas (Marinha, Exército e Força Aérea) ou forças de segurança militarizadas (Guarda Nacional Republicana).

A prática de enfermagem, em geral, exerce-senos mais variados cenários, em contexto de guerra, de paz, de crise ou de catástrofe. Por norma, um enfermeiro civil exerce a sua atividade numa instituição, pública ou privada, num contexto específico, ligado a uma determinada área de cuidados. Pode optar por cuidados primários, hospitalares (secundários) ou continuados (terciários).

A enfermagem militar diferencia-se da enfermagem civil pelo contexto em que a atuação do enfermeiro é exercida. O enfermeiro militar, para além de sujeito a todas as determinações inerentes à sua função de enfermeiro, encontra-se também sujeito à sua dupla condição de militar. A conjugação destas duas realidades pode, mais frequentemente, originar questões de ordem ética no desempenho profissional.
Esta exigência origina a necessidade de competências e qualificações, com formação, treino e adestramento contínuo de aptidões e capacidades transversais às três áreas de prestação de cuidados de enfermagem militar que procuramos definir: operacional, hospitalar e ocupacional.

 

Assembleia Geral Eleitoral Extraordinária da APEM 1 de Outubro 2016

CONVOCATÓRIA

Assembleia Geral Eleitoral Extraordinária da APEM

 

Na sequência da deliberação da Direção de demissão em bloco, que me foi apresentada, convoco a Assembleia Geral Eleitoral Extraordinária da APEM, a realizar no dia 1 de Outubro 2016, com ínicio às 15:00h, na Escola Oficina nº1, sita no Largo da Graça nº 58 em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto Único;

- Eleição dos órgãos sociais da Associação.

 

Todos orgãos sociais da APEM ficam  em funções até à nova assembleia eleitoral, assegurando o funcionamento da associação, os assuntos urgentes e garantindo as condições de realização da Assembleia Eleitoral.

 

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Nuno Teles Carvalho

Anexos:
Fazer download deste ficheiro (Convocatoria_APEM_01_Out_2016.pdf)Convocatoria_APEM[Convocatoria APEM 01 de Out_2016]

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