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A luta pelo fim da discriminação que os Enfermeiros Militares são alvo dentro das Forças Armadas (FA) dura há 25 anos. Ao longo da última década sempre os Enfermeiros Militares “se queixaram” do fraco apoio da Ordem dos Enfermeiros (OE) no enquadramento adequado da carreira de Enfermagem no quadro de Oficiais das FA.

Atualmente, os Enfermeiros Militares e a discriminação que são alvo estão finalmente na agenda da OE. O relatório de actividades da OE referente ao ano de 2012, traduz aquilo que foram as promessas eleitorais do Sr. Bastonário, o que nos deixa a nós – Associação Portuguesa de Enfemagem Militar (APEM) satisfeitos, ainda que cientes do muito caminho que falta percorrer.

Na agenda da OE em 2012, várias iniciativas houve no sentido de as nossas (Enfermagem Militar) posições, convições e preocupações fossem ouvidas. Para o efeito, tal como consta no Capitulo III, ponto 3.2 do Relatório de Contas da OE:

  • A OE foi recebida em 19JUL, pela Sra. Assessora para a Saúde e pelo Chefe da Casa Militar do Senhor Presidente da República;
  • Em 23JUL, a OE tomou posição pública relativamente à Enfermagem Militar, a propósito dos requerimentos individuais aos respectivos CEM’s de cerca de 200 enfermeiros militares;
  • Em 30AGO a APEM foi recebida pela OE numa reunião onde foram aferidas as posições e as ações a desenvolver sobre a Enfermagem Militar.

Na articulação com outros órgãos de soberania, conforme consta no Capitulo I – ponto 1.2, a OE foi recebida, em 08NOV, no Ministério da Defesa Nacional pelo Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, onde o assunto em agenda foi: “Análise da reforma da Saúde Militar”, e do qual resultou um Memorando entregue ao MDN sobre a Enfermagem Militar.

O Plano de Atividades da OE (PAOE) para 2013, dá continuidade à politica que tem vindo a ser desenvolvida no que diz respeito à Enfermagem Militar, e é com excelentes perspectivas que a APEM observa que no PAOE, no seu “Capitulo 2 – Objectivo Estratégico: Garantir a segurança e qualidade dos cuidados através da efetiva regulação do exercício profissional”, está previsto a “Constituição de grupo de trabalho com um representante do Conselho de Enfermagem (CE) e dois representantes da Associação Portuguesa de Enfermagem Militar (APEM) para proceder à conceptualização da Enfermagem Militar nas suas três vertentes: operacional, ocupacional e hospitalar.”

Por outro lado, de acordo com o plano de atividades da APEM, na realização do I CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENFERMAGEM MILITAR em Portugal, congratulamo-nos com o apoio já demonstrado pela OE, que se traduz também na inscrição dessa atividade no PAOE para 2013, no “Capitulo 6 – Objetivo estratégico: Promover a visibilidade social e a importância da Enfermagem”, atividade “30 – Realização do I Congresso Internacional de Enfermagem Militar (em parceria com a APEM).”

A APEM apela a todos os seus associados à mobilização perante os fatos, num momento único em que a Reforma da Saúde Militar está em debate, a ação de todos e de cada um de nós atinge preponderância máxima no futuro da carreira. Queremos ser ouvidos, queremos ser parte da solução, queremos uma Enfermagem Militar autónoma de acordo com o REPE e dentro do que o EMFAR prevê.

Essa participação e mobilização far-se-á sentir desde já na próxima Assembleia Geral da OE que irá decorrer no próximo dia 16 de Março de 2013, às 13:30h, no auditório do Bloco C3 da Faculdade de Ciências de Lisboa.

É hora de unir esforços!

A APEM espera que TODOS os Enfermeiros Militares estejam presentes e demonstrem no terreno o espirito de corpo que nos caracteriza.

 

APEM, 28 de Fevereiro de 2013

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