Eleitos

Após a eleição dos novos corpos sociais, realizada no passado dia um de Outubro, a disposição de todos aqueles que aceitaram desempenhar funções, em diferentes cargos, na nova etapa de vida da nossa associação pode ser resumida no lema “ao trabalho”.

Agora recém-eleito presidente da direção da APEM, é um orgulho e uma honra terem confiado em mim, mas também continua a ser um hábito, desde a fundação manter-me disponível e poder contribuir para a continuidade e desenvolvimento da APEM como um espaço próprio de discussão e reflexão técnico-cientifica da enfermagem militar.

É verdade que agora é mais fácil fazê-lo, tendo em conta a quantidade de pessoas que me acompanham nos novos corpos sociais e a sua vontade e interesse em continuar e reforçar a atividade da associação. Destas quero destacar a generosidade do anterior presidente por dois mandatos, enfermeiro José Bizarro, que aceitou integrar de novo a direção como vice presidente, depois do seu empenho e determinação numa fase de mudança histórica para a enfermagem militar, e para a enfermagem em geral como profissão.

Foi possível, durante o meu mandato de Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Enfermeiros, uma colaboração, entendimento e capacidade de unir esforços entre a APEM e a OE, visíveis nos resultados alcançados, nomeadamente no êxito do I Encontro Internacional Enfermagem Militar, nos contributos para a regulação da profissão, e mais decisivamente a alteração do EMFAR (Decreto-Lei n.º 90/2015, de 29 de Maio), com o fim de mais de duas décadas e meia de injustiça e discriminação ao consagrar o acesso à carreira militar, exclusivamente como oficiais, aos licenciados em Enfermagem.
Estando em curso a transição dos atuais enfermeiros militares, esperamos, nesta fase, a busca de unidade e de reforçada coesão no complexo sistema de saúde militar, desejando nós que possamos ser uma plataforma credível de encontro e partilha técnico cientifica desta área de exercício profissional, perspetivando-se a responsabilidade de continuar a dignificar a profissão em meio militar em toda a sua plenitude de funções e competências no sistema de saúde das Forças Armadas.

Temos de ir mais longe no capitulo da produção e divulgação de conhecimento especifico do enfermeiro como militar, e da sua continuada valorização, entendendo por enfermagem militar: “a acção dos enfermeiros no contexto duma instituição, com uma história e especificidade próprias, mas que não se separa da enfermagem em geral, antes a enriquece através dos contributos duma sensibilidade, acção e experiências especificas desse exercicio”, tal como consta no seu manifesto de constituição da APEM em 1996.
O Plano de Atividades que apresentamos, agora aprovado, é para esse efeito, ao mesmo tempo limitado e exigente. Limitado porque gostaríamos de fazer muito mais, e exigente porque todos os nossos meios e capacidades não serão muitos para o cumprir.

Esperamos, todavia, no final dos dois anos de mandato ter contribuído para a dignificação da Enfermagem e para a valorização e credibilidade da enfermagem militar em especial.
Agrada-me iniciar este caminho com todos vós a partir de hoje.
Ao Trabalho…

Jorge Ribeiro Pires
Presidente Direção

Go to top