apemfinalSabíamos que quando chegasse a hora, teríamos de frequentar alguma ação de formação, como lhe chegaram a chamar. Depois, após muitas conversações e indecisões, passou a projeto de formação e muito rapidamente foi promovido a curso. Com toda esta progressão (tão rápida, apenas  neste pormenor), esperemos que não chegue a Tese de Doutoramento, com defesa pública da mesma. É que até já se inventaram os termos “oficiais de 1ª e oficiais de 2ª”. Não podemos perder mais tempo com estas indecisões e decisões que demoram eternidades, até “verem a luz do dia”.

Ninguém deveria esquecer-se que o atraso pelo reconhecimento da Enfermagem Militar já soma 26 anos. Como é possível que tenhamos de frequentar um curso de vários meses, com uma carga horária elevada, mesmo apesar de já sermos todos Licenciados e alguns Mestres e outros Doutores, independentemente do tempo de serviço que temos.

Ninguém se preocupa com os constrangimentos que a ausência dos seus Enfermeiros (para a frequência da formação), “se fôr longa? “, trará ao normal funcionamento de todos os Serviços de Saúde? Unidades e Hospitais.

Nunca defendemos passagens administrativas, nem outro qualquer tipo de facilitismos, somos  pela dignidade da profissão e da condição militar e defendemos que um curso com duração de cerca de 12 semanas seria mais do que suficiente, para se atingirem os objetivos propostos.

E falamos apenas do momento atual, ou seja, da fase de transição, de todos os sargentos Enfermeiros e não do planeamento da carreira futura dos futuros Enfermeiros Militares, são assuntos distintos e requerem tratamento distinto. Há aspetos essenciais que é preciso preservar, como por exemplo as antiguidades relativas entre Ramos e entre Militares.

O curso a frequentar nesta fase, nada deverá ter a ver com o curso a ser implementado na futura carreira de oficiais TS, nem em relação aos conteúdos programáticos nem em relação à duração, nem tão pouco à tipologia de avaliação a adotar.

Neste contexto, pensamos  ser de vital  importância que, a operacionalização da nossa transição para o quadro de oficiais TS, se inicie o mais rapidamente possível, tornando-se naturalmente num veículo facilitador da evolução da prestação de cuidados de saúde e logo da sua qualidade.

Seria de bom senso que a transição que desejamos, seja equilibrada, dê continuidade ao já estipulado no EMFAR, e que respeite todos os pormenores que atrás referimos e que ainda nos preocupam.

A Enfermagem Militar - Os ENFERMEIROS MILITARES, merecem pela sua história, o respeito a que têm direito por mérito próprio.


APEM, 9 de Setembro de 2015

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