olho futuroOrganizado pela Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) vai realizar-se nos dias 8 e 9 de Outubro de 2014, no auditório da faculdade de farmácia da universidade de Lisboa, um Seminário subordinado ao tema “Saúde militar, que futuro?”, constando do respetivo programa a presença de conhecidos prelectores, civis e militares, entre eles o Bastonário da Ordem dos Médicos e o Presidente do INEM.

Sendo a AOFA uma associação que muito prezamos e respeitamos, não deixa de nos provocar uma certa estranheza, a forma como desenhou, neste evento, os varios painéis a desenvolver nestes dois dias. Estranheza, porque nos parece parcial e limitado, falar sobre o futuro da saúde militar, sem envolver nesta discussão de uma forma activa, a enfermagem e particularmente a enfermagem militar, independentemente da atual situação de injustiça e discriminação desta profissão nas Forças Armadas, a que a APEM tem dado voz ao longo dos anos.

Hoje, é impossível falar sobre o futuro da saúde militar, sem envolver todos os profissionais, que todos os dias, dão o seu melhor para que nas Forças Armadas, sejam prestados cuidados ao mais alto nível de qualidade. A formação superior e consequentemente as reconhecidas competências adquiridas pelos enfermeiros militares, seja em meio hospitalar, seja em meio operacional, conferem-lhes um lugar preponderante, qualitativa e quantitativamente, em qualquer equipa de saúde.

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Finalmente, gostaríamos de deixar em simultâneo, votos de sucesso para o evento em referência, e manifestar toda a disponibilidade da APEM para em futuros eventos da AOFA partilhar a nossa sensibilidade e saber em matéria de saúde militar, sob pena de os objectivos de analisar esta realidade, ficarem incompletos.

Certos de partilhar com a AOFA e outras associações, e particularmente com a chamada família militar, preocupações e expectativas, sobre o futuro da “saúde militar”.

 

José Bizarro
Enfermeiro
Presidente da Associação Portuguesa de Enfermagem Militar

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