Na sequência da deliberação da Direção de demissão em bloco, que me foi apresentada, convoco a Assembleia Geral Eleitoral Extraordinária da APEM, a realizar no dia 1 de Outubro 2016, com ínicio às 15:00h, na Escola Oficina nº1, sita no Largo da Graça nº 58 em Lisboa, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ponto Único;
- Eleição dos órgãos sociais da Associação.
Todos orgãos sociais da APEM ficam em funções até à nova assembleia eleitoral, assegurando o funcionamento da associação, os assuntos urgentes e garantindo as condições de realização da Assembleia Eleitoral.
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Nuno Teles Carvalho
Sabíamos que quando chegasse a hora, teríamos de frequentar alguma ação de formação, como lhe chegaram a chamar. Depois, após muitas conversações e indecisões, passou a projeto de formação e muito rapidamente foi promovido a curso. Com toda esta progressão (tão rápida, apenas neste pormenor), esperemos que não chegue a Tese de Doutoramento, com defesa pública da mesma. É que até já se inventaram os termos “oficiais de 1ª e oficiais de 2ª”. Não podemos perder mais tempo com estas indecisões e decisões que demoram eternidades, até “verem a luz do dia”.
Ninguém deveria esquecer-se que o atraso pelo reconhecimento da Enfermagem Militar já soma 26 anos. Como é possível que tenhamos de frequentar um curso de vários meses, com uma carga horária elevada, mesmo apesar de já sermos todos Licenciados e alguns Mestres e outros Doutores, independentemente do tempo de serviço que temos.
Ninguém se preocupa com os constrangimentos que a ausência dos seus Enfermeiros (para a frequência da formação), “se fôr longa? “, trará ao normal funcionamento de todos os Serviços de Saúde? Unidades e Hospitais.
Nunca defendemos passagens administrativas, nem outro qualquer tipo de facilitismos, somos pela dignidade da profissão e da condição militar e defendemos que um curso com duração de cerca de 12 semanas seria mais do que suficiente, para se atingirem os objetivos propostos.
E falamos apenas do momento atual, ou seja, da fase de transição, de todos os sargentos Enfermeiros e não do planeamento da carreira futura dos futuros Enfermeiros Militares, são assuntos distintos e requerem tratamento distinto. Há aspetos essenciais que é preciso preservar, como por exemplo as antiguidades relativas entre Ramos e entre Militares.
O curso a frequentar nesta fase, nada deverá ter a ver com o curso a ser implementado na futura carreira de oficiais TS, nem em relação aos conteúdos programáticos nem em relação à duração, nem tão pouco à tipologia de avaliação a adotar.
Neste contexto, pensamos ser de vital importância que, a operacionalização da nossa transição para o quadro de oficiais TS, se inicie o mais rapidamente possível, tornando-se naturalmente num veículo facilitador da evolução da prestação de cuidados de saúde e logo da sua qualidade.
Seria de bom senso que a transição que desejamos, seja equilibrada, dê continuidade ao já estipulado no EMFAR, e que respeite todos os pormenores que atrás referimos e que ainda nos preocupam.
A Enfermagem Militar - Os ENFERMEIROS MILITARES, merecem pela sua história, o respeito a que têm direito por mérito próprio.
APEM, 9 de Setembro de 2015
APEM NO 1º ANIVERSÁRIO DO HFAR
A convite do Senhor Ministro da Defesa Nacional, Sr. Dr. José Pedro Aguiar-Branco, a APEM, na pessoa do seu Presidente, Sr. Enfermeiro José Augusto Ribeirinho Bizarro, esteve hoje presente nas Comemorações do 1º Aniversário do HFAR.
A APEM congratula-se pelo honroso convite, que constituiu um dos momentos mais altos, em termos de deferência para com a Enfermagem Militar. O HFAR constitui hoje o principal projeto e elo de união da Saúde Militar e a Enfermagem Militar, tudo tem feito e fará, com o seu característico brio profissional, para em conjunto com os demais profissionais de saúde, contribuir para a elevação ao mais alto nível de excelência da prestação de cuidados de saúde.
Desejamos ao HFAR, um futuro com os maiores sucessos, que também serão os nossos.
Também, nesta importante data, não queremos deixar de enaltecer, uma vez mais, o importante empenhamento do Sr. Ministro da Defesa Nacional, assim como de toda a sua equipa do Ministério da Defesa Nacional, no reconhecimento da Enfermagem Militar e na criação da nova carreira de Oficiais Enfermeiros. Estamos cientes do novo desafio que se nos coloca pela frente e ao mesmo tempo, mais confiantes do que nunca, sempre prontos a darmos o nosso melhor no cuidar de toda a família militar.
Inevitávelmente, a transição de todos os Enfermeiros licenciados para o novo quadro de Oficiais Enfermeiros, constitui um marco histórico, no seio dos três Ramos das Forças Armadas, e os mesmos, deverão sentir-se orgulhosos da valorização dos seus Enfermeiros.
Finalmente, as cerimónias comemorativas do 1ºAniversário do HFAR, decorreram ao mais alto nível, tendo constituido um importante espaço de confraternização e partilha, entre a Tutela do MDN, Chefias dos Estados Maiores dos três ramos das FA, profissionais do MDN, civis do HFAR, profissionais de saúde militares do HFAR e outros militares das mais variadas especialidades.
Porque a APEM somos todos nós, reiteramos a nossa total confiança no futuro da Saúde Militar!
A Direção da APEM
Decorreu entre os dias 10 e 12 de Maio último, o IV Congresso da Ordem dos Enfermeiros, no Centro de Congressos em Lisboa.
Mais uma vez, constituiu um espaço valiosíssimo de partilha de experiencias e realidades do exercício de profissão de Enfermagem, muitas vezes completamente distintas entre si. Foram três dias extremamente cativantes, onde não faltou o são convívio entre colegas enfermeiros de todos os cantos do mundo.
Pudemos assistir à apresentação de trabalhos científicos, das mais variadas áreas, incluindo a Enfermagem militar que cada vez mais justifica o seu reconhecimento pela especificidade própria que queremos de qualidade.
Hoje, penso que é consensual o reconhecimento, da especificidade da Enfermagem Militar, independentemente da sua área de atuação. A prestação de cuidados de Enfermagem em meio militar, nas suas mais variadas vertentes, ou seja: hospitalar , ocupacional e operacional, implica além do domínio dos conhecimentos gerais e transversais de enfermagem, toda uma série de saberes específicos e competências próprias ao exercício e à condição militar.
Neste contexto, o enfermeiro militar, além de procurar, de uma forma permanente, apresentar e manter um certo nível de preparação física, porque as suas condições de trabalho muitas vezes assim o exigem, a sua prestação de cuidados é também em si muito específica, porque muitas vezes exercida nos limites físicos, psicológicos e éticos.
Como exemplos dessas condições de atuação temos a prestação de cuidados no interior dum submarino, em ambiente de pressão radiação e ruído diferenciado; numa aeronave submetido a outro tipo de pressão, radiação e ruído, no interior de um carro de combate, num navio de superfície, numa câmara hiperbárica , numa câmara hipobárica, num hospital de campanha em qualquer teatro de guerra, catástrofe ou missão internacional de paz, ou ainda, num hospital militar. Mais ainda do que o contexto de atuação, muitas vezes, prestando cuidados a patologias decorrentes da própria atividade militar em que se insere.
Assim, é fácil compreender que, a prestação de cuidados de enfermagem em meio militar, obriga a que, tenhamos que adquirir qualificação e formação, também ela muito específica ou diferenciada e permanente, para que os nossos cuidados atinjam o elevado nível de qualidade e prontidão para responder às necessidades da instituição militar.
Estando também subordinado, não só ao Código Deontológico, mas igualmente às Leis e Regulamentos Militares, bem como aos Tratados Internacionais, em vigor ratificados por Portugal, particularmente a Convenção de Genebra; o Enfermeiro Militar, em teatro de guerra, pode ter que usar uma arma, para se defender a si próprio ou aos doentes e feridos.
Finalmente, recordo o que a APEM, no Manifesto da sua fundação em 1996, definiu como Enfermagem Militar e a importância e pertinência dessa concetualização:
A Ação dos enfermeiros no contexto duma instituição, com uma história e especificidade próprias, mas que não se separa da Enfermagem em geral, antes a enriquece através dos contributos duma sensibilidade, ação e experiência específicas do exercício no contexto militar.
Persistir é vencer… e nós vencemos.
José Augusto Ribeirinho Bizarro
Presidente da APEM
Na sequência das últimas noticias sobre o EMFAR, a RTP informação assinala o esforço da APEM, em que a transição para a categoria de Oficiais seja feita de forma a não prejudicar nenhum Enfermeiro, em particular os mais antigos que poucos anos terão até ao fim da carreira.
De reforçar que a APEM defende que todos os Enfermeiros devem ser "graduados" no mesmo dia, efectuando depois a formação militar complementar, necessária para o ingresso na categoria de Oficiais.
Leia a noticia da RTP informação na íntegra aqui.
APEM, 12 de Fevereiro de 2015