E
ncerrado o I ENCONTRO INTERNACIONAL DE ENFERMAGEM MILITAR com um balanço muito positivo.
A APEM registou com agrado uma adesão muito significativa de Enfermeiros militares, civis e estudantes de enfermagem a este nosso 1º evento internacional, que contou com a presença de Enfermeiros de Espanha, Estados Unidos e Brasil que em muito contribuiram para a sua dignificação, e aos quais agradecemos de uma forma muito especial a sua presença.
Agradecemos à Organização do Encontro Internacional de Enfermagem Militar todo o empenho que colocou desde a primeira hora para que este desejo de há muitos anos se concretizasse.
Destacamos pela positiva a adesão geral ao evento, assim como o seu programa muito diversificado e abrangente que permitiu a partilha de experências, vivências e conhecimentos entre os nossos pares. De salientar ainda a espectacular "Exposição estática de material táctico de saúde militar e protecção civil" no exterior do Centro de Apoio Social de Oeiras e que o tempo, nublado e chuvoso, ajudou a transformar num cenário fantástico.
A Enfermagem em Geral saiu dignificada e em particular a Enfermagem Militar foi em muito valorizada.
A APEM espera poder contribuir para a continuidade da organização deste tipo de eventos técnico-científicos de valor inestimável para uma profissão ímpar como é a de Enfermeiro Militar.
APEM, 28 de Setembro de 2013.
A Direcção.

Após a eleição dos novos corpos sociais, realizada no passado dia um de Outubro, a disposição de todos aqueles que aceitaram desempenhar funções, em diferentes cargos, na nova etapa de vida da nossa associação pode ser resumida no lema “ao trabalho”.
Agora recém-eleito presidente da direção da APEM, é um orgulho e uma honra terem confiado em mim, mas também continua a ser um hábito, desde a fundação manter-me disponível e poder contribuir para a continuidade e desenvolvimento da APEM como um espaço próprio de discussão e reflexão técnico-cientifica da enfermagem militar.
É verdade que agora é mais fácil fazê-lo, tendo em conta a quantidade de pessoas que me acompanham nos novos corpos sociais e a sua vontade e interesse em continuar e reforçar a atividade da associação. Destas quero destacar a generosidade do anterior presidente por dois mandatos, enfermeiro José Bizarro, que aceitou integrar de novo a direção como vice presidente, depois do seu empenho e determinação numa fase de mudança histórica para a enfermagem militar, e para a enfermagem em geral como profissão.
Foi possível, durante o meu mandato de Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Enfermeiros, uma colaboração, entendimento e capacidade de unir esforços entre a APEM e a OE, visíveis nos resultados alcançados, nomeadamente no êxito do I Encontro Internacional Enfermagem Militar, nos contributos para a regulação da profissão, e mais decisivamente a alteração do EMFAR (Decreto-Lei n.º 90/2015, de 29 de Maio), com o fim de mais de duas décadas e meia de injustiça e discriminação ao consagrar o acesso à carreira militar, exclusivamente como oficiais, aos licenciados em Enfermagem.
Estando em curso a transição dos atuais enfermeiros militares, esperamos, nesta fase, a busca de unidade e de reforçada coesão no complexo sistema de saúde militar, desejando nós que possamos ser uma plataforma credível de encontro e partilha técnico cientifica desta área de exercício profissional, perspetivando-se a responsabilidade de continuar a dignificar a profissão em meio militar em toda a sua plenitude de funções e competências no sistema de saúde das Forças Armadas.
Temos de ir mais longe no capitulo da produção e divulgação de conhecimento especifico do enfermeiro como militar, e da sua continuada valorização, entendendo por enfermagem militar: “a acção dos enfermeiros no contexto duma instituição, com uma história e especificidade próprias, mas que não se separa da enfermagem em geral, antes a enriquece através dos contributos duma sensibilidade, acção e experiências especificas desse exercicio”, tal como consta no seu manifesto de constituição da APEM em 1996.
O Plano de Atividades que apresentamos, agora aprovado, é para esse efeito, ao mesmo tempo limitado e exigente. Limitado porque gostaríamos de fazer muito mais, e exigente porque todos os nossos meios e capacidades não serão muitos para o cumprir.
Esperamos, todavia, no final dos dois anos de mandato ter contribuído para a dignificação da Enfermagem e para a valorização e credibilidade da enfermagem militar em especial.
Agrada-me iniciar este caminho com todos vós a partir de hoje.
Ao Trabalho…
Jorge Ribeiro Pires
Presidente Direção
O documento que agora divulgamos destina-se a providenciar contributos para a definição da Enfermagem Militar, bem como ajudar a definir as competências acrescidas do enfermeiro militar, necessárias para o cumprimento da sua função em condições ideais.
Este trabalho foi desenvolvido em 2014, por elementos pertencentes à Associação Portuguesa de Enfermagem Militar, tendo em vista a regulação da profissão nesta área específica.
Independentemente do nosso modelo de organização de saúde, a Saúde Militar existe, e tem uma história e especificidade própria às necessidades das missões e contextos de atuação militar. Definido o conceito estratégico de Defesa Nacional e o sistema de forças dele decorrente, o sistema de saúde militar responde à operacionalidade das missões atribuídas às Forças Armadas (FA's).
Este sistema, de enorme abrangência e diversidade, assegura além da vigilância e aptidão de saúde nas unidades funcionais das FA's, o apoio sanitário em cenários de guerra, missões internacionais e humanitárias, bem como o acompanhamento dos militares no ativo, na reserva e reforma e ainda os familiares beneficiários do subsistema Assistência na Doença aos Militares (ADM). Acresce a esta caracterização a articulação com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a participação no Sistema Integrado de Emergência e Proteção Civil.
A existência de um sistema de saúde militar envolve o planeamento dos respetivos meios, tanto materiais como humanos, por forma a permitir o pleno desenvolvimento das suas atribuições segundo uma doutrina consensual e generalizada das componentes operacional, hospitalar e ocupacional.
A Enfermagem integra este sistema, em todas as suas componentes, revelando um carácter técnico-profissional pleno de sentido perante a especificidade que o contexto em que exerce exige. Devido à sua condição de militar, os enfermeiros militares, devem estar habilitados a prestar cuidados em qualquer tipo de área no contexto militar, podendo desempenhar funções, nomeadamente num hospital, numa unidade militar, a bordo de um navio, submarino, aeronave ou num qualquer país a milhares de quilómetros do território nacional.
A definição de competências específicas do enfermeiro militar não é uma tarefa fácil. Ao contrário de outras situações em que se definem competências específicas para um determinado contexto ou âmbito de ação, por exemplo, numa determinada área específica de enfermagem (associada a uma área clínica) ou ciclo de vida do utente, na enfermagem militar tal é impossível de delimitar. Em enfermagem militar enquadram-se os cuidados de enfermagem prestados por militares devidamente credenciados, ao serviço das Forças Armadas Portuguesas (Marinha, Exército e Força Aérea) ou forças de segurança militarizadas (Guarda Nacional Republicana).
A prática de enfermagem, em geral, exerce-senos mais variados cenários, em contexto de guerra, de paz, de crise ou de catástrofe. Por norma, um enfermeiro civil exerce a sua atividade numa instituição, pública ou privada, num contexto específico, ligado a uma determinada área de cuidados. Pode optar por cuidados primários, hospitalares (secundários) ou continuados (terciários).
A enfermagem militar diferencia-se da enfermagem civil pelo contexto em que a atuação do enfermeiro é exercida. O enfermeiro militar, para além de sujeito a todas as determinações inerentes à sua função de enfermeiro, encontra-se também sujeito à sua dupla condição de militar. A conjugação destas duas realidades pode, mais frequentemente, originar questões de ordem ética no desempenho profissional.
Esta exigência origina a necessidade de competências e qualificações, com formação, treino e adestramento contínuo de aptidões e capacidades transversais às três áreas de prestação de cuidados de enfermagem militar que procuramos definir: operacional, hospitalar e ocupacional.

A Associação Portuguesa de Enfermagem Militar, tem o particular gosto, em convidar todos os ENFERMEIROS MILITARES E TÉCNICOS DE DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA, a estarem presentes na festa-convívio que irá acontecer no próximo dia 27 de Novembro de 2015, às 19h, no REAL PALÁCIO HOTEL em LISBOA.
O convívio está ainda aberto a TODOS OS ENFERMEIROS PORTUGUESES E ESTRANGEIROS, que queiram estar presentes neste evento, que servirá para celebrar o reconhecimento da nossa profissão.
O evento contará ainda com a presença de figuras institucionais que, reconhecidamente, tenham tido papel importante no processo de afirmação da Enfermagem Militar.
19H - WELCOME DRINK
(Porto, Moscatel, Vinhos, Sumos, Água, Salgados)
19h30 - JANTAR CONVÍVIO
Buffet de Saladas variadas, marisco e peixe, queijos
Bacalhau com brôa
Bochechas e cachaço de porco assado, arroz de coêntros, grelos e batata assada
Buffet de Sobremesas e fruta
Café
Vinho branco e tinto, água e sumos
22h00
BOLO E ESPUMANTE OFERECIDO PELA APEM A TODOS OS PARTICIPANTES
Valor do Jantar
Sócios APEM: 12€50
Restantes participantes: 22€50
As incrições podem ser feitas através dos seguintes contactos (ATÉ 20NOV2015):
Email.: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Telefone: 919747205
Pagamento por transferência bancária para:
NIB: 0033 0000 50120924903 05
IBAN: PT50 0033 0000 50120924903 05
SWIFT: BCOMPTPL
Endereço do Hotel:
Morada: Rua Tomás Ribeiro, 115, 1050-228, Lisboa - Portugal
Coordenadas GPS: Latitude - 38º43'55.77''N | Longitude: 9º09'02.76''W
PARTICIPA E DIVULGA ESTE GRANDE EVENTO
DE CONFRATERNIZAÇÃO E HISTÓRICO PARA A ENFERMAGEM MILITAR
O
ntem o Hotel Real Palácio em Lisboa, foi palco de um Encontro de Enfermeiros Militares. Os responsáveis pela Associação começaram por dar conta da proposta de alteração do EMFAR que lhes foi dada a conhecer oficialmente pelo MDN, onde pudemos constatar a consagração de uma mudança histórica que constitui uma vitória para a Enfermagem e em particular para a Enfermagem Militar. Foi igualmente apresentada aos presentes a tomada de posição da APEM, já enviada ao MDN.
Cerca de uma centena de Enfermeiros e Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, discutiram construtivamente as responsabilidades e os desafios que a ascenção à classe de Oficiais vai trazer à profissão, assim como manifestaram natural preocupação sobre o actual conteúdo do EMFAR e nas linhas que definem essa transição.
A colocação / graduação no posto de STEN/ALF é um dos pontos fulcrais e fundamentais para que injustiças não sejam feitas, permitindo que a Formação Complementar (Estágio / Tirocínio) decorra, posteriormente, com normalidade num curso que não deve ultrapassar as 9 semanas. Defende-se, como execuivel e perfeitamente possível, que o período de transição não exceda os 2 anos.
É ainda relevante a preocupação com os Enfermeiros agora colocados na categoria de Sargento Superior, militares em final de carreira e os mais atingidos pela discriminação e desigualdade que a profissão foi alvo nos últimos 26 anos. A colocação destes militares no posto de 1º TENENTE / CAPITÃO, atenua a injustiça e não acarreta encargos financeiros acrescidos.
Destaca-se ainda a afluência de muitas "caras" novas e principalmente de profissionais em inicio de carreira.
Num misto de juventude e experência, é com enorme orgulho e satisfação que finalmente se observa o reconhecimento da Profissão e da sua Licenciatura, perspectivando-se no futuro a responsabilidade e o desafio de elevar e dignificar a profissão de Enfermeiro Militar em toda a sua plenitude de funções.
As Forças Armadas, a Enfermagem em Geral e o País saem a ganhar!
APEM. 14 de FEVEREIRO de 2015